8.1.17

Janeiro.

Janeiro está sendo um mês muito difícil. Não sei se será pior que o meu traumático Novembro. Tudo que sei nesse instante é que precisarei ser muito, muito, muito forte. Talvez como jamais tenha sido. Pelo Óliver. Pelo Mestrado. Por mim.

24.12.16

O.o

Que os jogos comecem. 37 dias para fazer o que devia ter sido feito em 365 dias.

11.12.16

Indagações.

Quanta coisa mudou desde a última vez que eu escrevi em Setembro. Agora estamos em Dezembro, e bom, tem um bebê a caminho! O meu bebê. E isso é assustador. Toda aquela angústia que já sentia do tipo: Estou dando meu melhor agora? Estou fazendo tudo que podia fazer para melhorar minha situação? Está mais intensa. Tenho medo de cair no comodismo da maternidade e não estudar mais. Eu amo essa criança, mas eu tenho uma vida que independe dela. É muito egoísmo de minha parte querer intensamente que minha vida continue após o nascimento do meu primogênito?

16.9.16

...

Tudo que sinto ultimamente é cansaço. Tomar banho, colocar um pijama limpinho, fazer uma xícara de chá e deitar na minha cama equipara-se a um orgasmo. Sei que a metáfora é exagero, mas só quem precisa relaxar como eu preciso, sabe o que isso significa! Eu sou uma pessoa que tem dificuldade para descansar. Viajei a Curitiba semana passada e fiz tanta coisa, que ainda sinto o cansaço das longas caminhadas e peregrinações pelos pontos turísticos da cidade! 

Eu tenho 5 emails. ISSO MESMO, 5. Sendo que acesso todos pelo menos 3x ao dia. Também verifico diariamente a situação de todos os processos que possuo e da revista que faço parte. E confesso, que realmente é necessário. Sempre há providências a serem feitas. E essa tensão toda, que exemplifiquei acima é muito maior do que emails, processos e revista. Ela apenas acumula com a vida de Mestranda, Pós-Graduanda, Advogada, Assalariada, Mulher, Esposa, Mãe de Felinos e Dona de Casa que possuo. E a de alguém que planeja ter um bebê. Estou sempre correndo. Sempre. Acordo as 06h e lamento por não ser 05h, porque tinha mais coisas para fazer.. e assim, sigo vivendo. 

Gosto da vida que levo. Mas tem momentos em que invejo uma vida simples e sem preocupações. Sem essa loucura do dia-a-dia, essa pressão constante em tudo. Muita gente acha que minha rotina é tranquila, mas não é. 

12.9.16

Aê!

Muita coisa ocorreu desde o último post. Enfrentei a banca e recebi muitos elogios. E para variar, achei que foram imparciais, que deveriam ter me humilhado, destruído meu trabalho, para que eu sentisse na veia, os efeitos da procrastinação, do "fez na última hora". Não entendo porque sou assim. Sempre esperando o pior. Nunca me achando merecedora de nada. Definitivamente, sou uma pessoa complicada de entender. Hoje a noite eu dei um tapa no meu EGO e mandei dois emails que se eu tivesse pensado, jamais teria mandado. É um desejo antigo que eu tinha, e simplesmente fui lá e fiz. Não sei o que farei quando me responderem. Mas eu mandei o email, tive coragem para isso, e nesse momento, isso me basta!

23.8.16

Avante!

E a luta, a luta de viver, continua. Ontem entreguei o meu capítulo 01. Com toda a dificuldade do mundo, já que até o caixa eletrônico decidiu ficar sem dinheiro. Mas consegui entregar! E assim, me libertei desse encargo. Agora vamos a outro: A Pós. E a sua prova de recuperação macabra. 

21.8.16

FINALMENTE.

Enfim, a paz. A paz de quem senta no computador com 6 parágrafos, um pequeno ajuste no sumário e duas citações para corrigir. Além, é claro, de substiuir a palavra ideologia, por compreensão. E isso minha gente, é o que me separa do capítulo 01. Eu que tive uma semana infernal, que escrevi 20 páginas sem necessidade, me vejo próxima, ao ladinho, de um momento especial, o do fechamento! E amanhã, para a graça do meu amado e querido Deus, entregarei as 3 vias. Eu estouraria um espumante se não estivesse grógui por causa dos remédios que estou tomando devido a extração dos dentes. Que por sinal, estão me dando diarréia (sempre cagada na vida, mas dessa vez, literalmente cagada). Ontem comprei 24 livros, isso mesmo, 24 livros que espero serem suficientes para terminar a dissertação e continuar vivendo, sem essa preocupação. Que Deus me ajude.

19.8.16

!

Minha boca rachou tanto, que sangra. Bastaram 3 ou 4 dias sem hidratá-la, para chegarmos a esse ponto. O frio ferra com a gente. Literalmente. Ontem capotei. Não aguentei escrever. E agora, em 30min, estou aqui, à espera de um milagre, que me faça conquistar as palavras que preciso para finalizar de forma defiitiva isso aqui.

18.8.16

...

E a sina do capítulo 01 continua! Não era daquele jeito. Tive que reescrever mais uma vez. Espero que agora dê certo. O irônico é que hoje, finalmente, eu ganhei o meu carro! Algo que eu queria muito, muito, muito, muito mesmo! Mas estou tão cansada, que não consigo nem ficar saltitante. O dia foi punk. Fui dormir as 02h e desde as 04h acordando de 30 em 30 minutos para conseguir levantar as 06h30 e trabalhar na dissertação antes de ir trabalhar. Depois, quando cheguei em casa, recebi visita, saí para realizar dois atendimentos, retornei para cumprir um prazo do JEC, e agora, 22h42 vou reiniciar o capítulo. Mas antes, tomarei banho. E assim vamos vivendo. Amanhã acordarei 05h30 para ir trabalhar as 06h15, para sair 11h30 e extrair os sisos. E confesso que anseio por aquela anestesia e o seu efeito groguético. Só sei que quero dormir e acordar no dia seguinte.

!

01h16. Estou de banho tomado e partindo para a segunda xícara de café. 5 páginas e eu termino. Que Deus me ajude. E não, não posso deixar para amanhã. Me nego a ter de acordar mais um dia com essa bomba relógio nas mãos. Não sei quantas horas irei dormir essa madrugada, mas eu irei terminar.

17.8.16

:(

Com muito esforço e criatividade, dei à luz ontem a 10 páginas que precisava para concluir esse capítulo da dissertação. Com toda a felicidade do mundo e o alívio de quem sabe o que é estar sendo pressionado por algo, enviei email ao meu orientador. E eis que ele não concordou e terei, novamente, que reescrever as 10 páginas. Pergunto: Essa semana já pode acabar? Não me lembro, de uma semana tão cagada como essa. Se eu tivesse imaginado que ela seria assim, teria errado. Ela está pior, por incrível que pareça, do que eu seria capaz de imaginar. E agora, voltamos novamente a parte em que preciso virar a madrugada MAIS UMA VEZ para terminar o capítulo. Mas sabem, né? Nada é tão ruim que não possa piorar. Eis que preciso entregar meu trabalho SEGUNDA, e ele viaja SEXTA, ou seja, além de precisar terminar AMANHÃ porque preciso que ele assine o papel que me auroriza qualificar, preciso que ele corrija amanhã, porque não tive coragem de dizer a ele, que o prazo está encerrando.  Aliás, ele precisa receber o email antes de descobrir o prazo final na reunião que terá com outros Professores do Mestrado amanhã. 

16.8.16

23h03 e eu aqui. Dissertando. Como sempre. Estou lutando contra o sono. Porque né. Não posso acordar amanhã sem ter resolvido essa parada aqui. Me nego. Então vamos lá. Mas sem cafeína, porque para mim já chega. 

Bom Dia?

É 07h21 agora. Pego meu ônibus 07h45, e estou aqui, semivestida, semiarrumada e isso mesmo, escrito tudo junto por pura preguiça. Acordei 05h15 com diarréia. Por causa do Mestrado. Hoje é meu prazo final de entrega do capítulo 01 para meu orientador, porque vejamos, meu ÚLTIMO DIA de entrega para a Universidade é segunda, e bom, hoje é terça.. e ele não revisou ainda. O foda é que por trabalharmos juntos, não posso fugir, desligar o celular ou simplesmente ignorar emails. Estou desesperada. Minhas costas doem. Meus ombros doem. Minhas pernas doem. E a bem da verdade, me sinto caquética. Poderia pensar em beber no final de semana, mas estou sendo tão abençoada, que até dentes terei de arrancar, e com isso, vem aquela cacetada de remédios. Ontem foi um dia tão ruim, mas tão ruim, que se eu enumerasse 10 coisas ruins que me ocorreram estaria mentindo, pois o número é maior. E não, não há nada que funcione nesses dias. Fingir felicidade, forçar sorrisos, ser otimista e blábláblá não resolvem em dias assim. Eu não sei o que fazer da minha vida. Mas preciso definitivamente repensá-la. 

24.7.16

Peculiaridades.

Eu não acho que mereci passar na auto-escola. Também não acho que mereci passar no Mestrado. Nem passar na OAB. Nem ganhar uma Pós. Nem ter o emprego que tenho.  Nem conseguir a bolsa para cursar Direito. E a verdade é, que a única lembrança que tenho de achar que mereci algo, foi quando tendo superado mais de 300 candidatos em uma seleção de intercâmbio, e ficado entre os cinco finalistas, eu não passei. Curiosamente, não fiquei triste, achei que não merecia tal privilégio. As vezes sinto que não mereço a mãe e o marido que tenho.  Porque não me sinto merecedora de nada? Sempre acho que foi Deus quem me deu, e que eu devia ter me esforçado mais para conseguir. O fato, é que mesmo se eu me esforçar MUITO, sempre acharei que não é o suficiente. Se acordo as 06h00, penso que devia ter acordado as 05h00. Não queria ser assim.

...

23h16 e terminei por hoje. Engraçado como eu não me valorizo academicamente. Escrevi 29 páginas e fiz 71 citações. Consegui 3 folhas de word de bibliografia cheias. Todas consultadas. Mas mesmo assim, sinto que meu trabalho carece de cientificidade. Que poderia ser melhor. Sempre tudo que faço poderia ser feito de uma maneira mais perfeita. Da mesma forma que tenho problemas com números. O rádio precisa estar no volume 05, 10, 15, 20.. assim como o despertador quando eu levanto da cama. Posso acordar 05h52, mas levanto 05h55 ou 06h00, ou 06h05, ou 06h10.. sempre nessa sequência de zeros e cincos. Os travesseiros do sofá precisam estar alinhados. A manta da cama também. Os controles da sala e os itens do banheiro organizados em ordem crescente. A roupa precisa ser estendida de uma forma x. Os itens de limpeza da pia e do tanque de uma forma y. Detesto tapetes. Detesto cortinas. Detesto panos de qualquer espécie na pia (e lixo também). Detesto toalhas penduradas em banheiros. Detesto alimentos abertos em sacos plásticos ou no saco de origem se abertos, preciso, desesperadamente, colocá-los em potes. As vezes penso que sou uma pessoa estranha.

Pois é..

Mais um domingo. E eu aqui. Em frente ao computador. Mais porque preciso do que porque eu quero. Preciso escrever 5 páginas. Rabisquei 3. Parece simples, mas não é. Eu não sei mais o que fazer com a minha dissertação. Tenho mais uma semana para escrever 10 páginas além dessas 5, e não sei o que dizer. Quando penso em mais 80 que enfrentarei nos próximos meses, tenho ânsia de vômito. A verdade é, que não aguento mais. Estou entrando em depressão por causa do Mestrado. Tenho tentado falar pouco, pois parece que cada frase que profiro é acompanhada de 3 reclamações. Não sou esse tipo de pessoa, mas com toda essa crise e perspectiva ruim assolando o país, não sei até que ponto vale a pena estudar. Me sinto traída. Aquela velha frase: Estude para não trabalhar na produção, é válida até que ponto? Se pessoas da produção ganham mais do que quem tem diploma? Desânimo. Peço a Deus que me dê forças para continuar. Apenas isso!

17.7.16

Pois é..

E aí todo clichêzinho lhe diz: "Tome um modelo elevado", ande com pessoas inteligentes e blábláblá. Mas não é bem assim. Porque verdade é, que existe o outro lado: o da comparação. Ao mesmo tempo em que isso te dá um gás tremendo para conquistar espaços que você nem sabia que existiam, também serve para afetar a sua autoestima e o seu pootencial criativo. Pois embora se esforce e faça o seu melhor, parece que nunca é suficiente para alcançar bons resultados. Estou farta desse universo competitivo. Queria andar com pessoas normais, que possuem ritmos de produção normais..

10.7.16

.

O que me assusta é que eu esperei ansiosamente pela chegada do meu celular novo. Até que ele chegou e eu não precisei mais esperar. O curioso foi que toda aquela felicidade que imaginei que sentiria, durou apenas cinco minutos. E aí então, naquele instante, entendi o que Bauman dizia sobre a liquidez do sentimento..

:(

Parece que foi ontem que escrevi pela última vez nesse Blog. E descubro que faz um mês desde a última postagem. 10 dias é o que tenho, para entregar 40 páginas escritas ao meu orientador. O que eu tenho? Melhor nem comentar a respeito. Estou cansada da dissertação. Estou cansada do Mestrado. Só quero que acabe. E me sinto horrível por sentir isso, pois era algo que eu sempre quis fazer e pensei que me faria muito feliz. Mas agora.. virou um pesadelo. Cada artigo que escrevo, cada evento que participo.. me fazem pensar no porque estou fazendo isso. Qual contribuição estarei dando ao mundo, e quando penso no mundo, vejo que é inútil. Tenho andado desanimada com o mercado profissional. Com o quanto é preciso lutar para auferir um salário digno. E só não desisto do Direito, porque esse é o 7º ano que me vejo envolvida com ele. Mas as vezes.. mesmo sabendo disso, confesso que a vontade é grande! Eu apenas quero poder colher os frutos do meu estudo. Parar de construir e poder finalmente usufruir. Estou cansada. E o que me preocupa é o fato de pouco a pouco estar perdendo o amor, a paixão, a força motriz que me fez escolher esse curso. 

5.6.16

É..

E a coisa é séria, porque parei de ler literatura e ver seriado. E quando isso acontece.. é porque realmente estou atolada. O que me consola é pensar na vida Pós-Dissertação. Por que a de agora, se resume nesse vídeo: