Aprendi algumas lições interessantes ao longo desse ano. Mas acredito que a mais importante foi: Cuidar com aquilo que desejamos. As vezes conseguimos aquilo que queremos apenas para descobrir que NÃO é como pensávamos. E se pudesse definir o meu ano em uma frase.. seria essa!
20.12.15
15.12.15
6.12.15
EREMITA VIRTUAL!
Desinstalei meu WhatsApp. E o Instagram. O Facebook desativei ainda em Março. Sinto que agora conseguirei estudar, trabalhar, me exercitar e sobretudo viver! A vida não pode passar enquanto estamos pendurados no aplicativo! Eu era e ainda sou uma viciada. Tudo será mais difícil, uma droga. Isso eu sei. Mas terei mais tempo.. e isso.. nesse momento.. é o que importa!
16.8.15
=/
Há exatos 365 dias atrás minha preocupação era o meu trabalho de conclusão de curso e o ingresso no Mestrado. Eu queria tanto ser mestranda.. queria com todas as forças da minha existência. Apesar de não me considerar preparada psicologicamente para essa nova etapa e nem qualificada suficientemente, eu queria. O meu querer fez com que em meados de Dezembro eu obtivesse um resultado positivo e ingressasse em 2015, na condição de bolsista. Mal sabia eu.. o árduo caminho que teria pela frente. Entre inúmeras aulas e artigos acadêmicos.. já se passou um semestre sem que eu conseguisse pensar na minha dissertação. E questionamentos como: E se eu não conseguir escrever? E se eu não conseguir apresentar? E se? E se? E se? Dominam a minha mente. Queria que a minha vida fosse mais tranquila. Não queria viver com angústias diárias de quem se divide entre Pós, Mestrado, OAB e trabalho. Mas em contrapartida, me lembro que já estou no caminho. Se desistir, perderia todo o trajeto realizado até então e não alcançaria meu destino almejado: lecionar. De qualquer forma, só me resta seguir vivendo mais um ano e meio. E quando ele terminar, esbanjar o tempo livre (que utopicamente penso) que terei.
1.7.15
Boa Noite!
Quando pensava em celebrar meu casamento, tinha uma preocupação gigantesca com a cena da chegada da noiva. Aquilo me angustiava de tal modo, que me fazia desistir de casar. Imaginar todas aquelas pessoas olhando para mim, eu que naquele momento, teria a obrigação de ser a mulher mais bela do local, era algo assustador. Bem, como não tinha muita escolha, já que estávamos falando da minha história e de uma possível recordação para as minhas futuras gerações, quis arriscar. E quando dei por mim, estava em vias de me casar.
As coisas comigo, eu já concluí, são atípicas. Pois afinal, quem consegue ser arranhado nos braços, sim, nos lindos bracinhos de noivinha, na véspera do casamento? E o que é pior, pela gatinha que sim, conseguiu sentar na cera fria da depilação para o wedding? Pois bem, eu consegui. E tudo o que posso dizer.. é que parecia que tentei suícidio! Foi duro explicar para as pessoas os meus arranhões. Aquele vermelho reluzia nos bracinhos brancos, que devido ao vestido branco, nem base foi passada!
Mas.. quanto a descer do carro.. eu lembro como se fosse hoje.. que eu entrei no carro.. e quando ele chegou na vínicola ao meio dia (porque sim, meu casamento foi diurno), o veículo FORD 61 parou. E quando ele parou.. eu desci. E quando penso na cena, me lembro que cumprimentei meu padrasto, meu aio e caminhei. Naquele momento, não senti frio na barriga, nem angústia, nem emoção, apenas felicidade. Não aquela coisa melosa e tal, o que me leva a crer que não foi felicidade, e sim paz. Mas apenas isso. Eu andei e mesmo com aquele salto na grama, contornando aquele rio, não senti medo, nem vergonha.
E ao pensar sobre isso.. me pergunto porque toda a angústia? Eu quase não casei por causa desse momento! E isso serve como conclusão para tantas outras coisas que a gente quase deixa de fazer por medo.