Saí de casa 12h15 para pegar um ônibus que saía 12h20. A parada que sempre vou... ficava longe demais. Tive que pegar outra, que apesar de mais perta... não é legal, pois sempre tenho que sentar em lugares horríveis no ônibus. Na metade do caminho me lembro que esqueci meu lanche. E me lembro também, que esqueci minha carteirinha de estudante... e sem ela, não poderia ir até Caxias. Paro. Não sei se volto ou se vou. Digo a mim mesma: Quer saber, não vou ir na aula hoje! Mas aí... o peso na consciência me faz tentar. Corro feito uma louca. Chego em casa gritando para minha mãe tocar tudo pela janela. Não dava tempo de subir. Ela toca... o lanche. Por que nem sinal da carteirinha de estudante. Não sabendo se vale a pena ir sem ela, decido arriscar. Pensava em chorar, em dizer uma história... tudo para me deixarem entrar. Olho para o relógio do celular e vejo que é 12h23... Começo a correr ainda mais que antes... agora, como alguém fugindo da prisão. Corro, Corro, Corro. Chego lá, e o ônibus não passou. Dou uma suspirada. Me veio na mente que a carteirinha poderia estar no bolso de uma calça. Ligo para minha mãe e ela não estava. Fico feliz, por que há uma chance dela estar dentro da minha pasta das matérias. Me ajoelho, tiro tudo para fora da mochila.. e começo a procurar. LÁ ESTAVA ELA! Fico feliz. 12h30 surge um cara. Caminhando devagar, quase desfilando. Ele para ao meu lado. Naquele momento, eu só pensei: NÃO, EU NÃO ME MATEI DE CORRER, FICANDO SUADA, DESCABELADA... PARA VER ALGUÉM CHEGAR 12H30 PEGAR O MESMO ÔNIBUS QUE EU! Sim, ele ia pegar. E se houve um momento em que a calma de alguém me irritou, foi ontem. Eu estava desesperada para chegar a tempo... e ele, nem aí. Passaram mais 5 minutos... e nada do nosso transporte chegar. Quando estávamos pensando em ligar para a garagem da companhia, eis que ele, que nunca se atrasa, chega. 20 minutos depois do horário. Entro aliviada... pois finalmente a novela teria fim!
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