E a minha vontade, a única, nesse instante.. é a de sair correndo. Fugir da minha entrevista as 10h45. Salvar a pouca dignidade que me resta. Não ser aceita no Mestrado é um problema menor do que ter que enfrentar uma banca que poderá ocasionar um trauma gravíssimo na minha psique e me fazer desistir deste sonho de lecionar. Não tenho medo de ouvir um não, Mas de ser humilhada em meu projeto de pesquisa feito as pressas, que me questiono agora, se realmente devia ter sido feito. Porque não resolvi participar ano que vem do processo seletivo? Ó CÉUS! É o meu nome! A minha reputação que está em jogo como pesquisadora. E o papel não reflete a minha pessoa! Mas o que posso fazer? Defender em argüições orais? Hoje, perante a banca? E a coragem? E a confiança para ir até o fim dos meus argumentos? Ao me preparar para essa entrevista, tudo o que consigo pensar ao ler o que escrevi é que minhas ideias eram infantis. E agora, não posso argumentar além delas, preciso manter-me firme em um projeto que não condiz com minhas crenças. Que está confuso. Podia ter pesquisado mais. Devia. Mas e tempo? Se alguma vez eu pedi MISERICORDIA a Deus, esse dia é hoje. Eu não posso sair de lá traumatizada. Aqueles 15 minutos não podem destruir meus sonhos e principalmente a minha DIGNIDADE. Além de mim, tenho dois Professores que seriam envergonhados se eu falhar. Como viver com isso?
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